Cartão vermelho para o cigarro em Campinas
Uma nova lei está próxima de entrar em vigor no município de Campinas.
Trata-se de ótima notícia para os não-fumantes e amantes da gastronomia em geral. Veja aqui.
Apesar de comentários estúpidos, como o do dono de restaurante que justifica o ato – totalmente desprovido de educação e bom senso, diga-se – de fumar onde se come, dizendo que fumar é “um vício que está relacionado à comida” e que “para o fumante, é compulsivo fumar após a refeição”, acho que a lei vai ser aprovada.
E o que é melhor: acho que vai pegar (comentário impossível de ser traduzido para qualquer língua estrangeira!).
Um outro comerciante bastante ignorante no tocante à legislação nos países mais avançados socialmente do que o Brasil, disse que proibir o cigarro nos restaurantes será “complicadíssimo, pois à noite o restaurante funciona como bar, com música ao vivo. Como impedir os clientes de fumarem?”
Ora, senhor comerciante, cumprindo a lei.
Do mesmo modo que é cumprida em países mais dignos que o Brasil.
Não se trata de mesquinharia dos não-fumantes.
Trata-se de um problema de saúde pública que afeta gravemente as finanças do Estado brasileiro, que gasta fortunas no tratamento médico de irresponsáveis.
Aprovar uma lei anti-tabaco e fazer com que ela seja cumprida à risca, sob pena de lacração por tempo indeterminado do estabelecimento comercial é um ato administrativo extremamente inteligente aos olhos do interesse público.
É claro que se você é mesquinho ou tem ações da Souza Cruz, vai querer ser contra a aprovação, mas as pessoas inteligentes não se importam com sua opinião.
Outro ponto importante – e que empresários de cérebro raquítico não conseguem enxergar – é que um número cada vez maior de pessoas deixa de sair de casa para frequentar lugares fechados justamente porque não suportam o cigarro alheio.
Nos Estados Unidos, onde leis restritivas ao fumo são praticamente regra geral, algumas casas noturnas tiveram um aumento considerável no faturamento após banirem o cigarro.
É que com a lei, as portas desses lugares se abriram para um público totalmente novo.
E o público antigo continuou a frequentar os lugares de sempre, com a diferença de que agora os fumantes têm que se deslocar até a calçada para se matarem aos poucos. Algo que não é mais tão ruim assim, pois agora o fazem sozinhos.
