Coisas de Laurinha
Nos anos noventa havia uma novela global chamada Rainha da Sucata.
Um personagem marcante era o de Glória Menezes, uma socialite decadente chamada Laurinha, rica de berço e casada com Betinho, personagem do imortal Paulo Gracindo.
Laurinha era fútil e gostava de gente rica. E de coisas de gente rica.
Quando Laurinha expressava seus desejos fúteis ou absurdos, Betinho, deixando claro que aquilo não deveria ser levado a sério, explicava que eram “coisas de Laurinha”.
O bordão poderia ser readaptado aos dias de hoje para tudo o que sai do Supremo Tribunal Federal.
Dia sim, dia não, o STF toma uma decisão que deixa os brasileiros boquiabertos.
A última, claro, foi a citada no post anterior, sobre o menino Sean, nascido nos EUA e sequestrado pela mãe brazuca.
E os brasileiros, já tão acostumados com um poder judiciário que, guiado por leis absurdas, toma decisões patéticas, parecem agir como Betinho, dizendo que “é assim mesmo, são coisas de STF…”
Mas a esperança é a última que morre.
E por falar nisso, a personagem Laurinha, envergonhada, se mata no fim da história.
Tem um monte de gente que poderia fazer um favor ao Brasil e seguir o exemplo de Laurinha!
