Blog do PAVAN

Música, futebol e atualidades. Aqui o papo é sério!

Futebol NÃO é na Globo

Que a Rede Globo nunca foi sinônimo de credibilidade e ética todo mundo sabe.

Mas nos últimos tempos a coisa degringolou. Até mesmo no futebol, onde, aparentemente não seriam necessárias grandes intervenções extra-campo por parte da emissora, a ética foi deixada totalmente de lado.

As pessoas minimamente inteligentes e que gostam de futebol se sentem ofendidas com a mistura que a Globo faz de seus departamentos de marketing e de jornalismo.

O ideal seria que esses departamentos fossem totalmente independentes, para que o jornalista tivesse liberdade para tecer o comentário que julgasse necessário para este ou aquele assunto.

Mas, todos sabem, isso é impossível numa emissora como a Globo.

A Globo chegou ao cúmulo de não dar a mínima para a Eurocopa 2008, um campeonato que só não é mais importante do que a Copa do Mundo!

Isso porque a Record é que detém os direitos de transmissão. Nem os gol que deu o título à Espanha foi mostrado no Fantástico do domingo, 29.

No jogos do Corinthians o comportamento da Globo, que forja situações para beneficiar a imagem do Timão, chega a ser ridículo.

Nas transmissões só se ouve a torcida do Corinthians, independentemente de onde o time joga!

Na final da Copa do Brasil, disputada na Ilha do Retiro, casa do campeão Sport, a cantoria da torcida corintiana era monumental, dando a impressão ao telespectador incauto de que o jogo se realizava no Pacaembu.

Bastava mudar de canal e ouvir o som real da partida, na transmissão da Band, mais honesta (ou menos mentirosa, sabe-se lá!).

A Globo também tem interesses obscuros na imagem de atletas decadentes como os Ronaldos baladeiros. O Gordo é o terror dos travestis da boca-do-lixo. O gaúcho é o rei da balada chique.

Colocaram até Patrícia Poeta, jornalista extremamente ignorante em futebol, para entrevistá-los de mentirinha. As duas entrevistas foram nojentas do ponto de vista jornalístico.

Primeiramente porque os dois entrevistados estão no limite entre a normalidade e o autismo e são praticamente incapazes de formular pensamentos com um mínimo de personalidade e inteligência.

E também porque a entrevistadora mais parecia a assessora de imprensa dos ex-atletas entrevistados, limitando-se a perguntar o que eles queriam responder.

Quem perde com esse tipo de atitude mentirosa e mesquinha é o telespectador mediano, comparado com razão por Willian Bonner ao personagem Homer Simpson, que acaba comprando gato por lebre.

E também aquele que, como eu, não tem acesso à TV paga. Ainda!

P.S. Isso tudo sem falar de Galvão Bueno, ícone-mor da baboseira na televisão. Mas me recuso a utilizar de um espaço tão bacana quanto este blog para falar de assuntos escatológicos.

 Rede Bobo

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