Blog do PAVAN

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Good Times

Hoje recebi um e-mail surpreendente.

Eviado por Luciana Bragotto, amiga de décadas, estava recheado de fotos que eu jamais havia visto.

Todas de um tempo ótimo, do qual morro de saudades.

Moe, Larry & Curly
L. to R.: Moe, Larry & Curly

Essa aí de cima, tirada no final dos anos oitenta mostra o grande (literalmente) Marcelo Zednik à minha esquerda.

Marcelão sempre foi calmo e costumava falar pausadamente, explicando as coisas nos mínimos detalhes. Gostava de usar palavreado rebuscado e tinha na ironia uma arma para arrancar sorrisos de todos. Pelo menos de todos que o entendiam.

Um belo dia, para enfatizar que alguém cometera um erro, inventou de falar como falam os padres (ou como falavam os padres daquela época), ou seja, de forma cantada e afetada.

Foi o que bastou para ser apelidado de bispo. E muitos o conhecem apenas por Marcelo Bispo, ou simplesmente Bispo.

Mas o Marcelão tinha uma porção de outros apelidos: Zedê, Zezinho, O Calmo, etc.

A mocinha à minha direita, trajando moderníssima calça jeans é a própria Luciana Bragotto. Se a foto fosse tirada uns anos antes a mecha no cabelo chamaria mais atenção do que a calça.

Conheci a Lu numa tarde ensolarada de 1982 (eu não vou falar quantos anos a gente tinha naquela época porque senão ela vai tomar satisfação comigo).

Mas foi na Fonte S. Paulo, na época em que eu batia um bolão no time mirim de voleibol do clube. Ela, mais chique, era sócia.

Se não me falha a memória, a foto acima foi tirada numa festa de aniversário da Lu, no salão de festas do condomínio onde ela morava.

Knights of the Square Table

Knights of the Square Table

E eis que uma figura nova aparece no cenário oitentista. Aliás, esse cara da direita poderia estrelar facilmente uma daquelas inúmeras comédias americanas do tipo American Pie.

Trata-se de Daniel Gohn, outro que tem mais de um apelido.

Desses, um foi dado pelo pessoal de Campinas, que passou a chamá-lo de Belô, dada a sua estadia por uma temporada na capital mineira.

Aliás, foi lá que o Belô testemunhou a apresentação do KISS no estádio do Mineirão. Fato que ostenta orgulhosamente em sua biografia.

O outro não é bem um apelido, mas o nome artístico concebido pelo próprio Daniel.

Possuído pelo vírus do rock and roll, ele adotou o stage name de Denny “The Dog”  Mark.

Era assim que seria conhecido internacionalmente o Tommy Lee brasileiro.

TRIVIA: Recém alfabetizado, Belô assinou sua primeira carteira de identidade apenas como “Daniel G.”. Um prato cheio para que chatos como eu o chamassem de “Daniel G., drogado e prostituído”, parafraseando Cristiane F., o filme intelectual da moda naqueles anos oitenta.

Angry Bee

Angry Bee

Ah, essa guitarra fez história!

Trata-se de uma Kramer Striker 600ST. Não é a melhor guitarra do mundo, mas em 1987 era algo extremamente raro, principalmente num lugar provinciano como Campinas.

Tinha ótimo som para metal, mas os sngle-coils e as chaves seletoras davam bastante versatilidade a ela.

A alavanca Floyd Rose era mais um charme do que uma necesidade. E no fim das contas era uma dor de cabeça danada porque ninguém sabia regular aquilo direito.

O fato é que na época todo mundo queria tocar rápido. Rapidez era o parâmetro com o qual se media a qualidade de um guitarrista, e eu queria ser o Randy Rhoads.

Depois queria ser o Ritchie Blackmore.

Um pouco antes de comprar a guitarra eu queria ser o Eddie Van Halen e então me decidi pela Kramer.

Nos dias de hoje, não sei o que poderia ser comparado com o status de possuir uma guitarra dessas naqueles tempos. Talvez nada.

Ou então algo muito superior a um instrumento musical, como um carro esporte, por exemplo.

F.U.C.K.

F.U.C.K.

Já essa aí em cima é um pouco mais recente. Tirada por Alexandre Garcia (ou Alex Video, Alexandre Kiss, etc) em junho de 91, no dia em que cheguei a NYC.

O Van Halen havia acabado de lançar o tal disco e as propagandas do tipo lambe-lambe estavam por toda a cidade.

Era só uma questão de tempo para que cartazes com o nome da minha banda estivessem emporcalhando NY.

O tempo, claro, se mostrou impiedoso com minhas aspirações de sucesso mundial.

Mas era ótimo sonhar. E sinto falta da ingenuidade, dos sonhos, das festas e das amizades de vinte anos atrás. Estas últimas, pelo menos, inalteradas ainda hoje!

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3 Comentarios

  1. Você é impiedoso com aquela minha mecha (cabelo), né??? No entanto esquece de mencionar que ela fez sucesso com você… Tenho muitas lembranças daquela época, da nossa turma e é engraçado e muito gostoso como lembro de coisas com “riqueza de detalhe”…
    Parabéns pelo seu Website.
    Se eu encontrar mais fotos te mando.
    Grande beijo. Beijo ao Marcelo e Belô tb, que não vejo faz muito tempo…
    Lu

  2. Essas fotos são absolutamente geniais. Muito legal Lu, precisamos mesmo combinar uma reunião.

    Minha memória é boa para outras coisas, mas não lembro sobre o evento daquela mesa quadrada com coca-cola e cerveja. Observando os talheres na mesa, me parece que teve algo mais do que coxinha e esfiha… talvez pizza?? E onde foi isso? É um quintal, sem dúvida, pelo piso e mesinha estilo boteco. Mas não faço idéia…

    Sobre a história do primeiro RG, pior foi ser aprovado no vestibular da Unicamp mas não poder assinar o nome como estava do documento… tive que colocar o dedão na tinta!!!

    Belô

  3. Quanto as 2 primeiras fotos:
    Era mesmo minha festinha de niver e rolou “strogonoff” da minha mãe, que era sucesso total…
    Naquela época eu nem bebia cerveja (quanto tempo “perdido”…). Se não me engano, foi festa de 17 ou 18 anos… (Ai… já tenho mais que o dobro…)
    A festa foi no salão de festas do prédio em que eu morava – meus pais ainda moram lá – perto do clube Fonte SP. Não se lembra?
    A calça jeans era “moda” (como diria minha filhinha hoje…) mesmo. Todo adolescente precisava ter uma ou outra da Forum ou da Zoomp (ha ha ha): Eu era “normal” e tinha as minhas…
    Acho que a última vez que te vi foi no Cleso quando eu estava gravidíssima, não? (estavam Helinho e Fabio Portugal tb…). Minha gatinha já tem quase 5 !!
    Quanto as outras 2 fotos:
    O Helinho me mandou dos States, numa boa época em que mandávamos cartinhas (e “discutíamos” sobre os envelopes do Brasil que precisavam ser colados, e o dos EUA, que já vinham com “gominha”…). Lembra, Helinho?
    Bjos
    Lu

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