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O menino Sean e a comédia da Justiça brasileira

“LUTA. Teu dever é lutar pelo Direito.
Mas no dia em que encontrares o Direito em conflito com a Justiça, luta pela Justiça”
(Eduardo Couture).

O caso do menino Sean Goldman ganhou mais um capítulo hoje, com a concessão de liminar pelo STF.

Estou começando a nutrir desrespeito por essa palavra…

Enfim, esse menino americano só pisou no Brasil porque a mãe brasileira, MENTIROSA, iludiu o pai da criança dizendo que os dois viriam para cá apenas para passar férias com a família. É isso o que afirmam TODOS os órgãos de imprensa e fato jamais negado ou desmentido pela família da mãe.

A primeira coisa que a distinta mamãe fez quando chegou aqui (cinco anos atrás)  foi ligar para o pai (o otário que acreditou na palavra da esposa e mãe do filho dele) e dizer que o casamento tinha acabado e que ela iria permanecer aqui com o filho.

E foda-se o pai. Vá procurar seus direitos!

A mãe, de brasileiríssimo modus operandi, logo se divorciou, casou-se novamente e morreu no momento em que pariu seu segundo filho.

O pai biológico, claro, pediu a guarda do filho.

E tem feito isso desde então só para ver a justiça brazuca se arrastando a passos de tartaruga para decidir o óbvio ululante. O filho tem que ficar com o pai e ponto final! O que mais é preciso para decidir coisa tão simples assim?

O problema é que estamos no Brasil e o  padrasto do menino tem sobrenome famoso e distinto nos meios jurídicos: Lins e Silva.

Se fosse apenas um Silva qualquer, desprovido do adendo ”Lins e”, o menino já estaria com o pai em New Jersey há tempos.

Mas o fato é que continua aqui. E agora vovó exige que o garoto seja ouvido por um juiz de direito a fim de que expresse sua vontade.

Ora, é óbvio que a “vontade” do menino lhe foi imposta por anos de propaganda negativa em cima de seu pai.

É evidente que o garoto dirá ao juiz que prefere ficar no Brasil.

Mas trata-se de um piá de nove anos de idade, cinco dos quais tolhido de seu direito a ter um pai (bom ou mau, bonito ou feio, não importa).

Ninguém perguntou ao menino se ele queria vir ao Brasil com passagem só de ida. E ele ainda não tem idade para que sua “opinião” possa ser levada a sério.

Um menino de nove anos de idade tem que ficar com o pai biológico, que o quer e que luta por ele e que caiu anos atrás na lorota de sua esposa brasileira.

E daí se ele disser que prefere ficar por aqui?

Dane-se o pai de novo?

E essa justicinha brazuca que toma decisões antagônicas em série? Um juiz prende. O outro solta. Um solta. O outro decreta prisão preventiva. Um condena. O outro absolve. Um decide. O outro concede liminar.

É difícil passar um dia sem que eu tenha vergonha de ser brasileiro…

Pai de Sean Goldman chega ao Brasil para ser enganado mais uma vez

Pai de Sean Goldman chega ao Brasil para ser enganado mais uma vez

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1 Comentario

  1. Uma novela lamentável essa que a justiça brasileira está mostrando agora no cenário internacional. Depois acham um absurdo a imagem que outros países possuem dos brasileiros.
    A mãe sequestrou o filho e o pai biológico é impedido de ficar com a criança, ter um padrasto com família influente na justiça que apenas faz manobras para impedir que a criança seja devolvida ao pai só confirma o quão vergonhoso é esse país.

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