Saia-justa*
Você já se viu numa saia-justa?

- Já imaginou o Felipão ou o Lula numa dessas?
Eu não. Nem de brincadeira.
Esquisito, mas essa expressão tem se mostrado cada vez mais popular em todos os âmbitos da sociedade brasileira. A mídia tem usado e abusado da tal saia-justa, não fazendo diferença a quem se aplica a frase.
Para quem não sabe, saia-justa significa situação de vexame público, que incomoda e constrange.
Antigamente usava-se a expressão “sinuca-de-bico” para homens em tal situação.
Hoje em dia, apesar do ridículo, a mídia não titubeia em colocar pessoas como Luis Felipe Scolari, Lula, Emerson Fittipaldi e outros tantos em “saias-justas”. Nada mais impróprio.
Com a riqueza da língua portuguesa, não tem cabimento usar tal expressão ao se referir a homens.
A exceção é Ronaldo Fofômeno.
Foi uma baita saia-justa ter sido flagrado com três travestis no Rio de Janeiro.
Outra expressão que não me agrada diz respeito ao jornalismo esportivo. Não raro jornalistas se referem ao time da casa que venceu o jogo, dizendo que fizeram a “lição de casa”.
Não consigo entender isso. Ora, se o time venceu o jogo é porque já havia feito a lição de casa, ou seja, tinha treinado bastante.
Se ganhou a partida, é porque “foi bem na prova” e não porque “fez a lição de casa”.
A expressão “lição de casa” deveria ser usada para se referir aos treinamentos, ou a jogadas ensaiadas realizadas durante uma partida.
P.S. Saia Justa boa é a da Maitê Proença e suas amigas no GNT.
* Sim, tem um hífen aí no meio, apesar da maioria dos jornalistas nem saber bem o que é isso.
